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28
Abr

Feocromocitoma

Escrito por Administrator.

Introdução

Feocromocitoma é um tumor originado da porção medular (porção mais interna) da glândula supra-renal. A glândula supra-renal é uma glândula localizada acima dos rins que tem, entre outras funções, produzir hormônios denominados catecolaminas, sendo a mais importante a adrenalina. As catecolaminas são hormônios responsáveis por “preparar nosso organismo para momentos de estresse” ocasionando entre outros fenômenos taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), elevação da pressão arterial, diminuição do funcionamento intestinal, aumento da sudorese, acentuação da lipólise (queima de gordura), aumento da produção de calor e dilatação das pupilas. No feocromocitoma, ocorre um aumento da secreção de catecolaminas ocasionando diverso sintomas relacionados com a hiperestimulação do organismo por essas substâncias.

Os feocromocitomas são tumores raros estando presente em dois pacientes em cada um milhão de indivíduos anualmente. Acredita-se que 0,2 % dos indivíduos com hipertensão tenham feocromocitoma.

Sinais e Sintomas

Mais de 33% dos pacientes com feocromocitomas morrem antes do estabelecimento do diagnóstico, sendo a morte provocada por arritmia cardíaca ou acidente vascular encefálico fatais.

Em geral, os pacientes adultos com feocromocitoma apresentam sintomas paroxísticos que aparecem de forma abrupta e desaparecem lentamente.Tipicamente os sintomas consistem em:
- cefaléia ou dor de cabeça (80%)
- sudorese (70%), que se inicia nas palmas das mãos, axilas, cabeça e ombros.
- palpitações (60%)
- ansiedade (50%)
- tremor (40%)

Além desses sintomas podem ainda estar presentes sintomas relacionados ao sistema digestivo tais como dores abdominais e vômitos além de alterações na sensibilidade da pele chamadas de parestesias.

As crianças com feocromocitoma apresentam, em geral, sintomas diferentes dos adultos. Na infância, o feocromocitoma causa mais freqüentemente sudorese, alterações visuais e pressão alta presente não na forma de crise como ocorre com os adultos, mas constantemente.

Diagnóstico

O diagnóstico do feocromocitoma é realizado através de exame de sangue ou urina onde se realiza testes bioquímicos de dosagens de catecolaminas. O exame de urina é feito mediante a coleta de urina durante um período de 24 horas sendo que primeira coleta poderá ser feita de manhã ou após alguma crise sintomática descrita anteriormente.

O uso de alguns medicamentos tais como medicamentos para ansiedade (buspirona), usados para emagrecer (anfetaminas), usados para asma ou tosse (broncodilatadores, codeína) ou mesmo algumas drogas como a cocaína podem interferir na dosagem de catecolaminas alterando dessa forma o diagnóstico. Pimenta, bebidas que contém cafeína (café, chá, refrigerantes) também podem alterar o exame. Cabe ressaltar que qualquer evento estressante pode alterar os níveis de catecolaminas no sangue podendo, dessa forma, alterar o exame.

Outros métodos de diagnóstico também podem ser utilizados para diagnosticar o feocromocitoma tais como: tomografia computadorizada, ressonância magnética nuclear e cintilografia das supra-renais.

Tratamento

Como métodos terapêuticos para o feocromocitoma podemos destacar métodos clínicos baseados no uso de medicamentos ou tratamentos cirúrgicos.

O tratamento clínico é realizado para melhorar o quadro do paciente e prepará-los para o tratamento cirúrgico que é o tratamento definitivo. Inicialmente se baseia no uso de anti-hipertensivos para reduzir a pressão arterial. Dentre os medicamentos anti-hipertensivos podemos citar bloqueadores dos canais de cálcio (nicardipina e nifedipina), bloqueadores alfa adrenérgicos (fenoxibenzamina, doxazocina e prazosina), inibidores da enzima conversora de angiotensina (captopril, enalapril), bloqueadores beta adrenérgicos (labetalol, propanolol) entre outros.

O tratamento cirúrgico baseia-se na retirada do tumor mediante ao uso de diversas técnicas cirúrgicas. Cabe lembrar que, antes de submeter o paciente a cirurgia, deve-se normalizar seu quadro sintomático, principalmente sua pressão arterial, através do uso de medicamentos descritos anteriormente.

Fonte: SBU-SP

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